terça-feira, 18 de novembro de 2014

Niterói em 1961


Praia das Flechas. Foto de Ney Rocha.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Belo Horizonte vai testar ônibus elétrico chinês em 2015

14/11/2014 - Hoje em Dia - BH

O ônibus elétrico – uma nova alternativa de transporte coletivo de alta capacidade – será testado em Belo Horizonte no começo do ano que vem, entre janeiro e fevereiro. A nova tecnologia, do fabricante Build Your Dream (BYD), promete custos operacionais menores, além de não emitir poluentes. O problema para a troca dos veículos na capital pode ser o custo inicial. O novo ônibus sai até três vezes mais caro do que veículo convencional.

A tecnologia está sendo testada em Curitiba e deverá continuar na cidade pelos próximos dois meses. Em seguida, o ônibus chega à capital mineira. O veículo já passou por São Paulo, Campinas, Sorocaba, Rio de Janeiro e Brasília. Os testes têm como objetivo verificar a eficiência do transporte nos trajetos específicos da cidade.

Segundo a BYD, a BHTrans já manifestou interesse em testar a nova tecnologia. Um dos empecilhos poderá ser o preço para a troca da frota. O ônibus elétrico custa até R$ 800 mil, enquanto o convencional sai por cerca de R$ 280 mil. Hoje, BH tem uma frota de 3.297 veículos.

Mesmo com um custo inicial mais alto, o fabricante prevê uma economia de 25% ao longo de dez anos. Isso porque a nova tecnologia gera redução de até 80% na energia gasta por quilômetro rodado. O fabricante também garante gastos reduzidos de manutenção.

Outra vantagem da tecnologia é o uso de baterias de fosfato de ferro, tecnologia exclusiva da empresa. Localizadas no teto do veículo e sobre as suas caixas de roda, são recarregadas de quatro a cinco horas.

"A empresa pode comprar o fornecimento de energia de cinco a dez anos e garantir preços estáveis durante esse período de contrato. Isso pode assegurar a estabilização da tarifa, já que boa parte do custo hoje, entre 40% a 45%, é referente ao valor do combustível”, afirmou o diretor de Marketing e Relações Governamentais da BYD, Adalberto Maluf Filho.

Segundo o especialista em trânsito Márcio Aguiar, os benefícios do transporte superam o valor de aquisição dos veículos, e, com o tempo, haverá economia, além de ganhos significativos para o meio ambiente.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Baterias e custo inibem maior uso de ônibus elétricos

12/11/2014 - Valor Econômico


Menos poluentes e com menor custo de manutenção, os ônibus elétricos podem ser uma alternativa de transporte eficiente para cidades mais limpas. Com a evolução tecnológica e o surgimento de modelos autônomos híbridos ou com motor 100% elétrico, cada vez mais cidades vêm realizando testes com esse tipo de veículo. "O ônibus elétrico não é mais o futuro, ele já é uma realidade", defende Adalberto Maluf, diretor de marketing e relações governamentais da fabricante chinesa de veículos elétricos BYD.

Segundo Maluf, não há motivo para dúvidas quanto à confiabilidade da tecnologia. "Já temos ônibus elétricos que rodaram mais de 200 mil quilômetros, o suficiente para dar cinco voltas na Terra", diz. "Cidades da China e capitais como Londres, Bruxelas e Bogotá começam a adotar essa solução."

Maluf diz que as projeções da BYD indicam que em um período de 12 anos é possível reduzir o custo de combustível e manutenção da frota em 25%, com zero emissão de poluentes, usando veículos 100% elétricos. "Conseguimos baterias mais eficientes, com tempo de recarga de apenas quatro horas e autonomia média de 300 km nos três primeiros anos, suficiente para cobrir com folga o trajeto da maioria das linhas urbanas."

Com um novo modelo de baterias, antecipa Maluf, o tempo de reabastecimento cairá para duas horas nos modelos fabricados a partir de 2015. O grande volume de projetos de mobilidade urbana levou a BYD a apostar no país. A empresa chinesa pretende abrir três fábricas no Brasil nos próximos quatro anos. A primeira delas será inaugurada no primeiro semestre de 2015, em Campinas. A unidade vai fabricar baterias e fazer a montagem final de chassis, além de contar com um centro de Pesquisa e Desenvolvimento.

Iêda Maria Oliveira, gerente-geral da Eletra Tecnologia de Tração Elétrica, empresa brasileira pioneira na tecnologia de ônibus híbridos diesel-elétricos aponta, no entanto, alguns obstáculos para a adoção em larga escala dos ônibus 100% elétricos. "Há um grande investimento de infraestrutura necessário para criar condições de recarga para uma frota numerosa", afirma. "Além disso, a carga tributária para a importação de baterias ainda é de 89%."

No entanto, argumenta Iêda, investir em ônibus elétricos - sejam eles híbridos, puros ou trólebus conectados a redes aéreas - é urgente. "Quando se fala em investimentos em ônibus elétricos, se fala em gastos para o futuro, mas o problema que vivemos é hoje. Só na cidade de São Paulo morrem quatro mil pessoas por ano, por causa da poluição atmosférica. E em 2050, a poluição do ar será a principal responsável por mortes causadas por fatores ambientais."

O Rio de Janeiro foi uma das cidades a realizar testes com modelos de ônibus elétricos, com motor 100% elétrico ou híbrido. Foram dois meses percorrendo uma linha de percurso longo e tráfego pesado. Segundo Guilherme Wilson, gerente de planejamento e operações de mobilidade da Fetranspor, do ponto de vista técnico, os resultados foram satisfatórios. "A economia com combustível chegou a 75%", diz. "Houve um ganho de eficiência no segundo mês de operação, o que demonstra a necessidade de ajustes e de um bom preparo dos motoristas que vão operar as linhas de ônibus elétricos."

Mas se o sistema é tão eficiente assim, por que não é implantado em larga escala de uma vez? Wilson explica que a equação não é tão simples. "Não temos histórico para saber como será a garantia de fornecimento de peças ou a manutenção desses ônibus, só temos projeções. Além disso, temos de nos assegurar de que o fornecimento de energia será firme."

O principal fator, no entanto, é o custo do investimento inicial. "O motor representa 50% do custo total do ônibus elétrico, e ele pode custar de duas a três vezes mais do que o motor convencional", diz Wilson. Para a Fetranspor, nas condições de financiamento oferecidas hoje às empresas, a adoção de energias alternativas no transporte de massa é uma conta que não fecha. "Ainda vamos avaliar os números relativos ao ônibus elétrico puro, mas as tecnologias de etanol, gás natural e de ônibus elétricos híbridos só seriam viáveis para as empresas se o BNDES tivesse financiamento com taxas negativas, ou seja, se houvesse subsídio direto."

Além dos testes com ônibus elétricos, há um grande número de projetos de BRT (bus rapid transit) em andamento no Brasil. Por conta disso, o setor de transporte urbano estuda os corredores em operação para replicar boas práticas que tornem o sistema mais eficiente. "Ao todo, são previstos 1,2 mil quilômetros de novos corredores de BRT no país, com projetos que somam R$ 12,5 bilhões", diz André Dantas, diretor técnico da Associação Nacional de Transporte Urbano (NTU).

Para ele, o sucesso dessas iniciativas vai depender da qualidade dos serviços. "Já vimos nos protestos do ano passado que o brasileiro não vai mais aceitar um serviço de baixo nível", alerta.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Ônibus elétricos chineses começam a transportar passageiros em janeiro na Capital Paulista

10/11/2014 - CBN / Blog Ponto de Ônibus

Adamo Bazani

De acordo com a SPTrans, resultados dos testes apenas com galões simulando peso foram satisfatórios. Dois ônibus já estão sendo preparados

Veículos da BYD estão em teste
Veículos da BYD estão em teste em SP
créditos: Adamo Bazani
 
A partir de janeiro de 2015, passageiros do transporte municipal de São Paulo vão ser atendidos por dois ônibus elétricos que dependem apenas de bateria para se movimentar.
 
A confirmação foi feita na última quinta-feira, dia 06 de novembro de 2014, pelo superintendente de engenharia veicular da SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora dos serviços municipais, João Carlos Fagundes ao âncora da rádio CBN, Thiago Barbosa, durante o CBN São Paulo, produzido pela jornalista Gabriela Gonçalves.
 
Os ônibus são da empresa chinesa BYD – Build Your Dream Company Limited, que deve começar a produção de veículos deste tipo numa planta industrial que é construída em Campinas, no Interior de São Paulo. Para a primeira fase de produção, a BYD anunciou investimentos de R$ 250 milhões. Inicialmente devem ser produzidos de 500 a 1000 ônibus por ano, além das baterias, até que a unidade alcance a capacidade pela de 4 mil ônibus por ano.
 
Os dois ônibus já recebem nova configuração interna, que atende ao padrão da SPTrans e às normas brasileiras de acessibilidade. Também já são providenciados os documentos destes veículos.
 
A principal vantagem dos ônibus elétricos é que eles não emitem nenhum poluente durante a operação e o nível de ruído é muito baixo em comparação com os ônibus convencionais a diesel de semelhante padrão de tamanho e com motorização traseira.
 
O técnico disse a Thiago Barbosa que a julgar pelos testes já realizados a cidade de São Paulo, a operação com este tipo de ônibus "vale a pena". No entanto, a adição do modelo chinês vai depender dos testes com passageiros e da produção em maior escala, o que poderá tornar o ônibus mais barato. Hoje o veículo elétrico pode ter preço três vezes maior que de um ônibus diesel.
 
Confira a entrevista na íntegra neste link:
http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-sao-paulo/2014/11/06/SAO-PAULO-FARA-TESTES-PRATICOS-COM-ONIBUS-ELETRICOS-EM-JANEIRO.htm
 
Texto: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Entrevista: Thiago Barbosa, âncora da Rádio CBN
Produção: Gabriela Gonçalves, jornalista da Rádio CBN e produtora do CBN São Paulo.