quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Ônibus 100% elétrico de 15 metros é apresentado em SP

De acordo com empresa, veículo tem autonomia de 265 quilômetros e pode operar em 90% das rotas de transporte coletivo com apenas uma carga noturna

16/12/2015 - Blog Ponto de Ônibus  

Adamo Bazani

Ônibus de 15 metros vai ser testado em São Paulo
Ônibus de 15 metros vai ser testado em São Paulo
créditos: Divulgação BYD

A fabricante chinesa BYD apresenta nesta quarta-feira, 16 de dezembro de 2015, na região central de São Paulo, um ônibus 100% elétrico que depende apenas de baterias para funcionar com 15 metros de comprimento e três eixos. As emissões de poluentes são zero durante a operação e o nível de ruído é baixo. As informações são da própria fabricante ao Blog Ponto de Ônibus.

O modelo K 10-A possui baterias de Fosfato de Ferro e, de acordo com a fabricante, tem uma autonomia de 265 quilômetros sem ar condicionado. Com o equipamento de refrigeração em funcionamento, a autonomia pode ser menor dependendo do trajeto.

A BYD já testou em São Paulo o K 9, de 12 metros, modelo que já circula em cidades do mundo, inclusive em Campinas, no interior de São Paulo, onde a fabricante instalou uma planta industrial. Também foi testado o K 11, ônibus de 18 metros articulado, que deve ter uma versão de carroceria com as especificações da SPTrans, gerenciadora de São Paulo, e em Porto Alegre, o K 7, um micro-ônibus  100% elétrico também roda experimentalmente.

Segundo a BYD, o veículo possui maior capacidade de passageiros com autonomia semelhante ônibus convencional. A lotação é de 95 passageiros, entre sentados e em pé, e o peso bruto é de 26 toneladas.

O veículo vai percorrer linhas de São Paulo.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ônibus elétrico movido 100% a bateria divide usuários em Campinas (SP)

27/11/2015 - Folha de SP

Campinas, no interior paulista, começou a usar ônibus elétricos movidos 100% a bateria no seu sistema de transporte coletivo. A novidade, porém, dividiu as opiniões entre os usuários do serviço.

A cidade terá dez veículos assim. Dentro do ônibus, as baterias não podem ser vistas, mas ocupam parte do espaço que poderia ser usado por passageiros, na entrada e nos fundos. São elas que fornecem força para o sistema de tração. Não há motor.

O primeiro ônibus começou a rodar no início do mês, e o segundo deve entrar em operação em dezembro.

O coletivo circula das 6h às 20h, sem recarga, e faz seis viagens de ida e volta na linha que liga a periferia à região central. A autonomia total é de 250 quilômetros.

No dia em que a reportagem da Folha circulou com o veículo, de fabricação chinesa, cinco dos dez passageiros aprovaram o ônibus. O restante apontou problemas.

Todos, porém, foram unânimes em elogiar o silêncio e o conforto, pouco comum nos ônibus tradicionais, e o benefício ao ambiente, em razão da emissão zero de poluentes na atmosfera.

Entre as reclamações, disseram que o veículo é mais lento do que os convencionais, movidos a biodiesel. Também citaram o espaço menor, por causa das baterias, e a pouca ventilação, devido a janelas menores.

"Achei mais lento, principalmente no sentido bairro. Não sei se é porque tem mais gente. E a ventilação também é ruim. Aqui dentro está muito quente", disse Alana Cristina do Nascimento, 32.

Já para o aposentado João Francisco de Almeida, 72, o tamanho do ônibus é a maior preocupação. "É confortável, silencioso, só que na hora do rush não carrega muita gente, né?", disse.

RECARGA

A capacidade é de 20 pessoas sentadas e 70 em pé. No ônibus padrão, são 32 pessoas sentadas e 90 em pé. Os ventiladores instalados no teto são insuficientes.

O gerente administrativo da Itajaí Transportes, Uilson Moraes, confirma que a potência do ônibus elétrico é menor que a dos convencionais, mas diz que a velocidade desempenhada é compatível com as vias da cidade.

"Nosso principal objetivo é com o fato do ônibus ser ecologicamente correto, silencioso e mais confortável. Estamos caminhando para o futuro. Mas é lógico que o usuário quer mais", disse ele.

Hoje, as baterias são recarregadas pela energia de um gerador a diesel. A empresa negocia o fornecimento de energia para recarga com a concessionária local.

Para o motorista, o conforto é grande. O veículo é automático, não exige a troca de marchas. O painel é eletrônico e câmeras ajudam a enxergar o movimento de saída dos passageiros pelas portas traseiras. O contrato de locação, feito com a fabricante chinesa BYD, é por cinco anos. O valor não foi divulgado. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Governo Federal confirma estudos para beneficiar importação de ônibus elétricos

23/11/2015 - CBN

ônibus
Ônibus elétricos devem ser importados com incentivo do Governo Federal. Indústria nacional tem dúvidas sobre impacto.

Caminhões e comerciais leves seriam beneficiados. Ainda há dúvidas sobre o impacto na indústria nacional

ADAMO BAZANI

Depois de alterar as alíquotas de importação de carros de passeio elétricos, elétricos híbridos ou movidos a hidrogênio, o Governo Federal confirmou que estuda reduzir a tributação sobre ônibus, caminhões tipo VUC – Veículo Urbano de Carga e veículos comerciais leves com este tipo de tração que poluem menos.

A confirmação foi revelada pela diretora de Indústrias de Equipamentos de Transporte do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior, Margarete Gandini, ao Portal Brasil, site que é do governo.

No dia 27 de outubro deste ano, a Camex – Câmara de Comércio Exterior publicou a resolução de número 96 que passou a alíquota de importação de carros de passeio elétricos, híbridos ou a hidrogênio de 35% para alíquota zero, de 2%, de 4%, de 5% ou de 7%, dependendo da eficiência energética do veículo.

“Novas medidas estão sendo discutidas no âmbito do governo federal voltadas para os ônibus e os comerciais leves para entrega ponto a ponto, em grandes centros urbanos”. – disse a diretora.

Para os taxistas, uma das iniciativas estudadas é criar uma espécie de leasing para financiar as baterias dos veículos elétricos.

Em relação a ônibus, a dúvida é se a medida de estimular a importação não vai afetar a indústria nacional destes veículos de transportes coletivos mais limpos, podendo criar uma concorrência desigual ou mesmo não tornar inicialmente vantajosa a produção local.

No Brasil, existem empresas que já fazem ônibus de tração elétrica, como a Eletra, de São Bernardo do Campo, que produz há mais de 30 anos ônibus elétricos híbridos, a bateria e trólebus, e a Volvo, em Curitiba, que desde 2012 mantém uma linha de produção de ônibus elétricos híbridos. A chinesa BYD já está treinando funcionários e fazendo protótipos na planta de Campinas, no interior de São Paulo. No entanto, dependendo da medida do governo, a empresa pode ser beneficiada porque até 2017 deve apenas montar no Brasil os ônibus feitos na China.

A diretora de Indústrias de Equipamentos de Transporte do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior, Margarete Gandini, disse que com a medida de desonerar ônibus elétricos importados o governo quer aumentar a demanda interna para depois estimular a produção local.

Veja e ouça:

https://www.youtube.com/watch?v=S3Vr9ESJ3YY

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Reunião na SPTrans vai discutir possibilidade de ampliação de serviços de trólebus

13/11/2015 - Blog Ponto de Ônibus

Em meio às expectativas sobre a licitação que vai remodelar os serviços de ônibus pelos próximos 20 anos, suspensa temporariamente pelo TCM- Tribunal de Contas do Município, uma das dúvidas é em relação sobre como ficará o transporte limpo na cidade de São Paulo.

A Lei de Mudanças Climáticas, criada em 2009, prevê que até 2018 nenhum ônibus da Capital Paulista seja movido exclusivamente a combustíveis fósseis.

No entanto, a chamada Ecofrota, com ônibus elétricos a bateria, elétricos híbridos, trólebus, ônibus a etanol e outros biocombustíveis, é de apenas 656 veículos entre os 14 mil 878 existentes na cidade de São Paulo.

O próprio secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto, disse neste ano que seria impossível o cumprimento da meta. Nos três editais de licitação da capital paulista, não há um cronograma para ampliar o número de ônibus elétricos ou de outras fontes menos poluentes.

Nesta sexta-feira, 13 de novembro de 2015, o Grupo Respira São Paulo vai se reunir com a diretoria de planejamento da SPTrans, gerenciadora dos transportes da cidade, para discutir propostas que o grupo enviou durante a fase de consulta pública dos editais de licitação.

De acordo com Jorge Françozo de Moraes, um dos responsáveis pelo movimento, apenas a criação de uma linha foi atendida: a 309 e Penha – Parque Dom Pedro.

O edital de licitação do grupo estrutural prevê a ampliação de apenas 36 ônibus elétricos.

Movimentos em prol da sustentabilidade acham insuficiente esta ampliação.

Segundo o documento que será apresentado para a SPTrans, ao qual o Blog Ponto de Ônibus teve acesso, a rede hoje existente na cidade de São Paulo é subaproveitada. Um exemplo é a região da Avenida Celso Garcia. O estudo mostra que com a atual tecnologia dos trólebus, que consomem menos energia, há possibilidade de ampliar a frota sem sobrecarregar a rede aérea de abastecimento destas vias, aproveitando a atual estrutura.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Acompanhe as sugestões do movimento Respira São Paulo para os trólebus na capital paulista:

CONCESSÃO DE LINHAS DE ÔNIBUS – REVITALIZAÇÃO DO SISTEMA TRÓLEBUS

No atual processo de Licitação da Concessão de linhas de ônibus da capital não está contemplado o teor da Lei Municipal de Mudanças Climáticas nº 14.933 de 05 de junho de 2009, que obriga o poder público a substituir em 100% até 2018 os combustíveis fosseis consumidos por ônibus no transporte de passageiros por outros combustíveis não fósseis com menores índices de emissões, como a tração elétrica por exemplo.

Com base neste fato, o Movimento Respira São Paulo vem reivindicar o aumento da frota, a criação de linhas e reativação de outras linhas de trólebus, aproveitando o processo de transição da concessão das linhas, de acordo com os itens que se seguem.

As sugestões sobre o incremento do Sistema Trólebus são imperativas, devido à situação de subutilização de trechos da rede e da própria garagem, independente da colaboração que irá proporcionar na aplicação da lei mencionada.

1)      Corredor Celso Garcia

·         Manter a frota de trólebus na linha existente 2290-10 – São Mateus – Terminal Parque Dom Pedro II, via Praça da República.

·         Já está prevista a criação de linha de reforço com 5 trólebus, com ligação direta para Terminal Parque Dom Pedro II, sem fazer o trajeto na rótula central.

·         Substituição dos ônibus diesel da linha 309E -10 –  Terminal Parque Dom Pedro II – Terminal Penha por trólebus, pelo fato desta linha operar em 100% do itinerário ao longo da rede elétrica existente. Esta linha já foi operada por trólebus no passado. Este trajeto poderá ter a frota de trólebus reforçada com a substituição de ônibus diesel de outras linhas que se sobrepõe ao itinerário provido de rede aérea, ao longo de todo o corredor, aumentando a participação da tração elétrica no corredor. O índice de trólebus por quilometro poderá ser duplicado em relação ao índice atual.

Esta solicitação está embasada no fato da potencia elétrica existente na rede de alimentação de Corrente Contínua no corredor estar, atualmente, subutilizada, com 50% de folga, conforme demonstrado nos quadros a seguir.

Em 2002 havia 5 linhas de trólebus operando neste corredor, consumindo cerca de 70% da potência instalada disponível.

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Atualmente, as duas linhas que operam no trecho, com os novos trólebus dotados de motor de corrente alternada, consomem 50% da potencia total instalada.

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2)            Corredor Vila Prudente – Centro.

·         Incrementar a frota da linha atual 3160-10 – Vila Prudente – Centro, alterando o itinerário na área central através das Ruas Boa Vista, Libero Badaró e Benjamin Constant, visando a requalificação desta linha perante seus usuários.

·         Criação de nova linha de trólebus Vila Prudente – Brás/Bresser, através do Viaduto e Rua Bresser, conforme previsão de extensão do corredor, contemplada nos planos descritos no atual Edital.

·         Estender a rede elétrica em cerca de 800 metros do atual terminal Vila Prudente até o novo Terminal de ônibus, na interligação das linhas do Metro e do Monotrilho.

·         Com estas ações, este corredor deverá ser operado, predominantemente, por trólebus, eliminado a operação de ônibus diesel.

3)            Linha 408-A – Machado de Assis – Cardoso de Almeida.

·         Estender a rede elétrica em cerca de 1 km, a partir da Rua Machado de Assis até a Estação Ana Rosa do Metro, pela própria Rua até atingir a Rua Vergueiro, acesso à estação. A volta seria feita pela Rua Dr. José de Queiroz Aranha e o retorno à Rua Machado de Assis poderá ser feito pelas Ruas Gregório Serrão ou Gaspar Lourenço. Estas últimas ruas poderão ser desprovidas de rede elétrica, os trólebus utilizarão as baterias na operação e a extensão da rede irá se restringir na Subida da Rua Machado de Assis e o trecho na Rua Vergueiro.

·         Estender a rede elétrica em cerca de 2 km, a partir da Rua Cardoso de Almeida até as proximidades da PUC, beneficiando os alunos daquela instituição nos períodos letivos. O retorno ao longo de quarteirão próximo à Universidade poderá ser desprovido de rede aérea e os trólebus utilizarão as baterias na operação.

4)            Linha 2101-10 – Silvio Romero – Praça de Sé.

·         Recuperar a rede elétrica deste ramal, conforme incluso no Edital de Modernização da Rede, tornando possível o retorno dos trólebus nesta linha.

5)            Linha 9300-10 – Terminal Casa Verde – Terminal Bandeira.

Recuperar a rede elétrica deste ramal, conforme incluso no Edital de Modernização da Rede, tornando possível o retorno dos trólebus nesta linha.

A frota adicional provável é discriminada no quadro a seguir.

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A lotação desta frota adicional seria absorvida naturalmente pela Garagem Tatuapé que também tem capacidade ociosa.  No passado, esta garagem chegou a abrigar mais de 350 trólebus de 12 metros e atualmente a capacidade de aumento da frota de trólebus de 15 metros poderá alcançar 90 veículos adicionais.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

São Salvador em 1958



Acervo do Jornal A Tarde. 

Foto de 1958. Secretaria Municipal de Transporte Coletivo (SMTC)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Ônibus elétricos chineses serão testados em Porto Alegre

13/10/2015 - Blog Ponto de Ônibus

Os veículos foram apresentados na capital gaúcha durante assinatura de contrato da prefeitura com as empresas chinesas vencedoras de licitação
  
Adamo Bazani

Ônibus elétricos são apresentados em Porto Alegre
Ônibus elétricos são apresentados em Porto Alegre
créditos: Prefeitura de Porto Alegre

A prefeitura de Porto Alegre assinou na última sexta-feira, 09 de outubro, contrato de concessão com as empresas que já operavam os transportes na capital gaúcha e que ganharam a licitação finalizada na semana passada.

Além da Carris, empresa pública que vai operar somente  bacia das linhas transversais e da região central, o sistema conta com as companhias particulares que vão atuar em seis lotes de três bacias operacionais pelos próximos 20 anos. As operações com a nova divisão devem começar nos próximos 180 dias, contanto a partir desta sexta-feira.

Os ônibus vão receber uma pintura diferente para cada uma das quatro bacias.

Durante a assinatura do contrato, também foram apresentados dois ônibus elétricos chineses, que dependem apenas da energia armazenada nas baterias para se movimentarem.

Um deles, o K 9, de 12 metros de comprimento, vai circular  na linha 353 – Ipiranga/PUC e, após, a mudança passará para a linha T9.

Fabricado pela chinesa BYD, o modelo já foi testado em cidades como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Sorocaba.

Como dois motores elétricos ligados às rodas traseiras, o veículo não emite poluição nas operações e é dotado de baterias de fosfato de ferro à prova de fogo que, carregadas, podem dar autonomia de 250 quilômetros ao veículo.

Também foi exposto um ônibus menor, das dimensões de um veículo micro-ônibus, também totalmente elétrico.

O modelo é o K 7 e pode atender serviços seletivos e linhas alimentadoras.

Segundo o diretor de relações governamentais e marketing da BYD (Build Your Dream), Adalberto Maluf, em conversa por telefone com o Blog Ponto de Ônibus, o micro-ônibus têm os mesmos motores nas rodas que o veículo de dimensões convencionais, mas a potência foi ajustada. A autonomia é em torno de 200 quilômetros e, pelo peso ser menor, o micro ganha em torque. O veículo pode enfrentar rampas de 20% de inclinação.

Com a carroceria que foi apresentado,o micro-ônibus elétrico têm capacidade para 24 passageiros sentados e espaço para uma cadeira de rodas.

O veículo vai ser testado em linhas centrais da Carris e circulou também em testes na cidade gaúcha de Canoas.

No Brasil, deve ser vendido como miniônibus montado, em parceria com fabricantes de carrocerias como Marcopolo/Volare e Caio, por exemplo. Já o convencional K 9 deve ser adquirido como os demais ônibus no mercado brasileiro, com a compra do chassi separada da carroceria.

A empresa de capital chinês também testa no Brasil o articulado modelo K 11, que já rodou sem passageiros em São Paulo e Curitiba.

Uma unidade do articulado de 18,9 metros está sendo preparada na planta dos Estados Unidos atendendo às especificações de carrocerias da gerenciadora da cidade de São Paulo, SPTrans. A estimativa é que os testes com passageiros a bordo ocorram ainda neste ano.

Nas próximas semanas, a BYD deve inaugurar uma fábrica em Campinas, interior de São Paulo, onde inicialmente deve montar chassis de ônibus com componentes vindos da China. Posteriormente, parte maior da produção deve ser nacional.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Brasil tem seu primeiro ônibus elétrico híbrido dual

24/09/2015 - O Dia

Modelo reduz emissão de poluentes, que pode chegar a zero na operação com o motor-gerador desligado

Rio - A fabricante brasileira Eletra, em parceria com a Mercedes-Benz, acaba de lançar o primeiro ônibus elétrico híbrido dual do Brasil, com 23 metros. A tecnologia, desenvolvida para veículo superarticulado, permite que o mesmo modelo opere também como trólebus e elétrico puro (baterias).

Em um corredor, por exemplo, o veículo pode rodar com fontes de energia diferentes, o que possibilita maior flexibilidade da frota nos sistemas de ônibus. Com baterias e motor-gerador cilindrade reduzida de 12 litros para 7, desenvolvido pela Mercedes-Benz especialmente para este projeto, o modelo é considerado híbrido. Quando usar apenas baterias, a versão será elétrico puro. Mas também pode ser utilizado como trólebus, operando em áreas com rede aérea quando necessário.

“Outra vantagem do ônibus dual é que não é preciso investir em infraestrutura de recarga para as baterias, pois quando está operando na versão híbrido, elas são recarregadas na frenagem. A produção de veículos sustentáveis está no DNA da Eletra. Esse é mais um produto inovador que trazemos para o mercado nacional, contribuindo para uma menor quantidade de gases na atmosfera”, declara Iêda Maria Alves Oliveira, gerente comercial da Eletra.

O modelo híbrido reduz significativamente a emissão de poluentes e pode chegar a zero na operação com o motor-gerador desligado. O ônibus elétrico híbrido dual será apresentado pela primeira vez no 11º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias, que acontece entre esta quinta-feira e sábado (26) no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Campinas inicia operação comercial com ônibus elétricos

17/09/2015 - O Dia



Campinas (SP) é a primeira cidade brasileira a colocar em operação ônibus 100% elétricos que só necessitam de uma recarga noturna da bateria para rodar durante o dia todo. Uma remessa de dez veículos importados da fabricante chinesa BYD já chegou ao Brasil. A compra foi feita pela viação Itajaí Transportes Coletivos para a linha Ouro Verde, uma das mais movimentadas do município.

O diretor de Relações Governamentais e Marketing da BYD, Adalberto Maluf, afirmou, há duas semanas, que cinco unidades já estavam em Campinas e que todas deveriam estar funcionando até o fim deste mês. Cada ônibus custou R$ 1,4 milhão (cerca de R$ 420 mil do veículo, pagos à vista, e R$ 1 milhão da bateria, parcelada em dez anos). O modelo foi apresentado durante a feira Transpúblico, promovida em São Paulo pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

De acordo com Adalberto, as vantagens do ônibus elétrico em relação ao convencional, a diesel, são a emissão zero de poluentes, 50% a menos de ruídos (ouve-se apenas o som do ar-condicionado), acessibilidade universal e menor custo de manutenção.

 “A operação é muito mais confortável, a aceleração é mais suave e é melhor o custo de manutenção para o operador. Em um ônibus convencional, o operador tem que trocar a pastilha de freio a cada dois mil quilômetros rodados. No elétrico, precisa trocar a cada 10 mil quilômetros, porque quem freia é o sistema de tração e não a pastilha de freio”, explica.

Os ônibus elétricos de Campinas têm capacidade para 80 passageiros (20 sentados) e autonomia para circular de 250 a 300 quilômetros por dia com apenas uma recarga noturna, na garagem, de duas horas. “Isso é o suficiente para rodar 95% das linhas de ônibus urbanas”, afirma Maluf. 

A diferença dos veículos novos de Campinas para os elétricos que circulam em São Paulo é que os da capital precisam ficar parados por cinco minutos nos pontos de ônibus, em algumas ocasiões, para recarga da bateria. “Esses saem carregados da garagem e circulam o dia inteiro”, conta o representante da BYD.

Ainda segundo Adalberto Maluf, o valor pago pela Itajaí Transportes na mensalidade da bateria será compensado pela economia de diesel. “O preço do veículo é praticamente igual a um convencional. O R$ 1 milhão da bateria é pago com juros em dez anos. Em vez de a empresa pagar R$ 7 mil de diesel, gasta R$ 1 mil de eletricidade e mais R$ 6 mil por um leasing da bateria. A maior vantagem é a preservação do meio ambiente”, ressalta Maluf.

No Rio, a Fetranspor testou na linha convencional 249 (Água Santa-Carioca) o ônibus elétrico a baterias da fabricante chinesa BYD em abril e maio de 2014. A entidade aprovou o desempenho, mas avaliou que o negócio ainda é inviável economicamente.

Informações: O Dia 

sábado, 22 de agosto de 2015

Haddad assina decreto que dá até 50% de desconto do IPVA para veículos elétricos

22/08/2015 - Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assinou nesta sexta-feira, dia 21 de agosto de 2015, o decreto que regulamenta a Lei 15.997, que possibilita desconto de até 50% no IPVA para proprietários de veículos elétricos, elétricos híbridos e movidos por células de hidrogênio.

A lei foi aprovada em maio de 2014, mas ainda necessitava de regulamentação.

Ônibus e trólebus já contam com a isenção total, mas a estimativa é de que a medida traga benefícios indiretos (veja mais abaixo)

O IPVA – Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores é um tributo estadual, cuja alíquota varia de 1,5% a 4% do valor do automóvel. No entanto, o estado destina 50% do total arrecadado para o município onde foi emplacado o veículo.

Com a regulamentação, a prefeitura pode abrir mão de todo o repasse no caso destes veículos não poluentes.

Para ter o desconto, os proprietários devem fazer um requerimento à prefeitura. Para o retroativo de 2014, o pedido deve ser por meio físico e em relação ao exercício de 2015, o requerimento deve ser feito por sistema eletrônico, em formulário no site da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, aberto anualmente no mês de maio.

De acordo com nota da prefeitura, o "sistema funcionará de modo semelhante ao da Nota Fiscal Paulistana e o pagamento será efetuado, obrigatoriamente, mediante crédito em conta corrente de titularidade do proprietário ou arrendatário mercantil do veículo quando gerado o imposto."

RODÍZIO E BENEFÍCIOS PARA ÔNIBUS:

A prefeitura vai estudar uma proposta para isentar veículos elétricos e híbridos do rodízio municipal da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.

De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, no ano passado, o Brasil possuía cerca de mil automóveis com este tipo de propulsão, entre ônibus, trólebus, táxis e carros particulares, a maior parte em São Paulo.

A associação estima que este número possa dobrar com o incentivo do IPVA.

A isenção da contrapartida municipal do imposto não estimula diretamente o aumento da frota de ônibus não poluentes. Os veículos de transporte coletivo já contam com a isenção total, inclusive da parte do estado.

No entanto, a medida pode trazer benefícios à indústria de veículos elétricos, com maior demanda, impactando no desenvolvimento de tecnologias mais baratas que podem ser transferidas para os veículos pesados, segundo as representações do setor que estiveram na cerimônia de assinatura.

Assim, poderia haver reflexos indiretos para que a cidade ao menos viabilize parte da meta da Lei de Mudanças Climáticas, que determina 100% da frota de ônibus em São Paulo não dependentes de combustíveis fósseis em 2018.  A lei foi regulamentada em 2009 e a troca dos ônibus deveria ser gradual: 10% da frota ao ano.

O fato de não haver no edital de licitação que vai definir as formas de operação dos ônibus de São Paulo pelos próximos 20 anos uma previsão de troca dos atuais ônibus por veículos de tecnologia limpa tem sido alvo de críticas por parte de associações de defesa do meio ambiente.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Novos ônibus elétricos na frota de transporte em Campinas

16/07/2015 - EMDEC

No dia em que completou 241 anos, Campinas anuncia a incorporação de 10 ônibus elétricos e acessíveis à frota do sistema de transporte público coletivo municipal. Essa é uma grande ação positiva para o meio ambiente e usuários do serviço; e um importante passo da Administração municipal na busca de uma Mobilidade Urbana mais sustentável. Campinas é pioneira e será a cidade brasileira com a maior frota de ônibus elétrico em circulação.

"Esse é um momento muito especial, porque no dia do aniversário da nossa cidade nós também podemos comemorar dois feitos: a volta de grandes empresas para Campinas e a requalificação do transporte coletivo. Isto demonstra o novo rumo que Campinas vem seguindo", afirmou o prefeito Jonas Donizette durante a apresentação de veículos elétricos no Paço Municipal.

Os veículos são fabricados pela empresa chinesa BYD Auto; e estão em fase de aquisição pela empresa Itajaí Transportes Coletivos Ltda. Além do prefeito Jonas, participaram da cerimônia, realizada na manhã desta terça-feira, dia 14 de julho, o vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira, o secretário municipal de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro, secretários municipais, vereadores, empresários e representantes das empresas e concessionárias do transporte público coletivo.

No evento ficaram em exposição dois ônibus, sendo um articulado e outro convencional, e um táxi. Todos os veículos são elétricos. No prazo de até noventa dias, 10 ônibus elétricos convencionais entrarão em operação regular na frota. O ônibus elétrico não emite poluente e não precisa do sistema de rede eletrificada. Além disso, o veículo possui baixo nível de ruído e melhora o conforto dos passageiros.


"Essa é apenas uma demonstração de um projeto grandioso para Campinas, que busca a melhoria da qualidade de vida dos nossos moradores. É uma filosofia de trabalho imposta pelo prefeito Jonas Donizette, na busca de tecnologias de transporte mais sustentáveis, fazendo do município um exemplo para o país", revelou o secretário Carlos Barreiro.

Esses são os primeiros coletivos elétricos incorporados à frota do sistema de transporte público do município. Campinas já conta com dois táxis elétricos em operação; e um terceiro veículo está em fase de entrada no serviço. Nos próximos meses, ônibus híbridos, movidos a óleo diesel e bateria, também serão entrarão na frota. Em dois anos e meio de governo Jonas Donizette, já foram incorporados 334 novos ônibus, todos acessíveis, à frota de transporte público.

Atendimento
Os 10 novos ônibus elétricos serão adquiridos pela empresa Itajaí, que atua na Área 2 (Vermelha) do município. A Área Vermelha abrange as regiões do Campo Grande, Padre Anchieta e Corredor John Boyd Dunlop.

Os veículos irão atender as linhas: 2.13.1 – Terminal Itajaí; e 2.20 – Terminal Campo Grande. O número de passageiros beneficiados é mais de 3,5 mil por dia. Uma média de 87 mil por mês.

No ano passado, um ônibus elétrico foi testado na linha 5.02 – Circular / Centro, conhecida como Linhão da Saúde, por atender diretamente cinco hospitais.

Veículo elétrico

Os ônibus elétricos são modelo urbano, com piso baixo. O veículo não emite poluente e não precisa de sistema de rede eletrificada. A autonomia é superior a 250 km, podendo chegar a 300 km, com o uso do freio regenerativo. A recarga da bateria é feita durante a noite, na garagem, por um período de quatro horas, para 100% de recarga.


Possui motores elétricos no eixo de tração, o que torna o veículo com baixo nível de ruído e melhora o conforto dos passageiros. O coletivo tem 12 metros de comprimento, 2,55 metros de largura e 3,36 metros de altura. A velocidade máxima atingida é de 90 km/h, mas pode ser limitada eletronicamente. A capacidade é para cerca de 80 passageiros.

O ônibus é acessível, com área reservada para uma cadeira de rodas. Os veículos foram fabricados pela empresa chinesa BYD Auto, que instalou uma fábrica na região do Terminal Intermodal de Cargas (TIC).

Dados do transporte
Atualmente, o sistema de transporte público coletivo do município tem 1.254 ônibus em operação. Desse total, 956 são acessíveis (76,2% da frota). A idade média da frota é de 4,6 anos.

Campinas possui 206 linhas de ônibus municipais. O sistema atende quatro áreas:

- Área 1 (Azul Claro). Regiões: Ouro Verde, Vila União, Corredor Amoreiras, Campo Belo e Aeroporto de Viracopos.
- Área 2 (Vermelha). Regiões: Campo Grande, Padre Anchieta e Corredor John Boyd Dunlop.
- Área 3 (Verde). Regiões: Barão Geraldo, Sousas, Amarais, Rodovia Campinas - Mogi Mirim e Corredor Abolição.
- Área 4 (Azul Escuro). Regiões: Nova Europa, Jambeiro e Estrada Velha de Indaiatuba.

Nos últimos 12 meses, o sistema de transporte público do município registrou uma média de 634 mil passagens na catraca por dia útil. São 15,5 milhões de passageiros por mês. Estima-se que essas viagens sejam realizadas, diariamente, por 233 mil usuários (pessoas).

Por Márcio Souza
Informações: EMDEC

terça-feira, 12 de maio de 2015

BYD promete para julho fábrica de elétricos em Campinas

12/05/2015 - Notícias Automotivas

A BYD anunciou através das redes sociais que sua fábrica de veículos elétricos em Campinas, interior de São Paulo, deverá ficar pronta em julho. A planta da marca chinesa está em fase final de construção e já se prepara para receber o ferramental necessário para produção.

Com INVESTIMENTO de R$ 150 milhões, a BYD pretende iniciar a produção de ônibus elétricos (equipados com baterias de fosfato de ferro) a partir do segundo semestre de 2015. Ela será a primeira planta a fazer veículos desse tipo na América Latina.

Inicialmente, a BYD pretende fabricar 500 ônibus por ano, mas a capacidade instalada será de 1.000 veículos/ano. Em 2016, mais R$ 100 milhões serão investidos em uma fábrica de painéis solares e em seguida, outros R$ 150 milhões para ampliação e construção de uma unidade para componentes de chassis.

A expectativa da BYD é que após o INVESTIMENTO de R$ 400 milhões, o complexo de três fábricas em Campinas venha a produzir 4.000 chassis com motor elétrico e baterias de fosfato de ferro por ano, bem como painéis solares.

Serão empregados em torno de 450 pessoas. A empresa já iniciou a contração de mão de obra local e testa os ônibus elétricos em algumas cidades brasileiras. Além disso, o crossover elétrico BYD e6 anda igualmente em avaliação pelo país e deverá ser oferecido inicialmente aos taxistas e frotas particulares.