terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sistema trólebus em SP: Novos veículos, tecnologia não tão nova assim

15/10/2012 - Via Trólebus

Recentemente chegou as dependências da garagem do Tatuapé um novo trólebus de 15 metros, o primeiro de um lote de 100 veículos da mesma configuração. Será uma compra histórica para o sistema que começou suas atividades em 1949 e já enfrentou altos e baixos, sendo que o pior deles foi na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy onde mais de 50% da frota foi desativada, justamente em trechos que os trólebus funcionam com mais vantagens: nos corredores exclusivos.
Os ônibus elétricos ganharam sobrevida na ultima gestão, com renovação total dos veículos operacionais, sendo 200 unidades que devem ser trocadas até o ano que vêm. Outro fator positivo é a troca da rede elética, com a terceirização da manutenção dos cabos que alimentam os trólebus, que deve ser concluída em 5 anos.
No entanto, a tecnologia no sistema continua praticamente a mesma, mudando apenas na tecnologia da tração do veículo, que agora são dotados de corrente alternada, e sistema de controle de tração a IGBT. Com a falta de modernização na malha elétrica, os sistema trólebus ainda perde no desempenho em relação aos veículos a diesel, por que acaba esbarrando nas mesmas ocorrências de sempre: A quebra da rede elétrica, comum mesmo onde o fio trolley foi trocado.
Em países onde o trólebus é usado com eficacia, os veículos possuem marcha autônoma. No Brasil com sua frota de quase 500 trólebus, apenas um tem esta tecnologia. Sabe aquelas chaves que estão ao longo do percurso que acabam por atrasarem os ônibus elétricos? Em países da Europa e Asia as chaves são em tirantes flexíveis, onde o trólebus pode passar em média a 40 km/h contra os 20 km/h que nossos veículos precisam reduzir para não deixar escapar as alavancas.
Outra questão é o pavimento em que trafegam grande parte das linhas. Mas este não é um problema apenas para quem anda de trólebus.


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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Prefeitura de São Paulo testa ônibus movido a bateria

03/10/2012 - Assessoria de Imprensa - SPTrans

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Transportes e da São Paulo Transporte (SPTrans), em parceria com a Rede C40, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Instituto ISSRC, está realizando testes com um novo ônibus movido a bateria, fabricado pela empresa chinesa BYD. Essa tecnologia, que emite zero poluente, é inédita no Brasil.

Os primeiros testes do veículo foram realizados sem passageiros, entre 17 e 27 de setembro, pela Viação Transppass. O ônibus foi carregado com bombonas d'água para simular o peso de um coletivo com passageiros, em rotas e linhas pré-determinadas, para medir a eficiência energética, consumo e desempenho do veículo.

O veículo a bateria continuará em testes por mais 15 dias sob responsabilidade da empresa Ambiental Transporte, supervisionada pela SPTrans, onde serão conferidos os ganhos de eficiência registrados nos testes realizados em São Paulo e também em Bogotá, na Colômbia.

Os testes já realizados mostraram que esse modelo consome 131,7 kwh a cada 100 quilômetros percorridos, ao custo de R$ 0,20 por kwh. Um ônibus comum movido a diesel consome 55 litros de combustível para rodar a mesma quilometragem, ao preço médio de R$ 1,90 por litro. O veículo movido a bateria tem uma autonomia de 250 quilômetros com uma carga completa, que leva no máximo quatro horas para ser realizada.

Durante um dia de teste, foram rodados 230 quilômetros com um custo de R$ 60,58 para o veículo movido a bateria, recarregado fora do horário de pico, quando o preço da energia é mais baixo. O ônibus movido a diesel teve um gasto de R$ 240,35 no mesmo cenário de teste. Isso representa uma economia que pode chegar a R$ 179,77 por dia, ou R$ 59.324,10 por ano, apenas com combustível.

Um veículo movido a bateria e modificado para atender às especificações da SPTrans está avaliado em R$ 950 mil, enquanto um similar movido a óleo diesel custa em média R$ 400 mil. Essa tecnologia já está em operação em países como China, Cingapura, Taiwan, Itália, Holanda, Alemanha e Estados Unidos.

O veículo que está sendo utilizado nos testes não atende às especificações e padrões exigidos pela SPTrans, por ser um ônibus criado para atender aos padrões operacionais da China. Um modelo deverá ser montado, dentro das especificações da Capital, para fazer novos testes aos interessados na aquisição do equipamento.

As empresas Transppass e Ambiental Transporte tiveram participação nos testes disponibilizando a infraestrutura, mão de obra operacional e de manutenção.

Programa Ecofrota

Tecnologias utilizadas

Biodiesel: 1.200 ônibus são abastecidos com uma mistura de 20% de biodiesel de grãos ao diesel já utilizado na Cidade. A utilização do combustível B20 nesses veículos reduz em até 22% a emissão de material particulado, 13% de monóxido de carbono e 10% de hidrocarbonetos

Energia elétrica: A Prefeitura, por meio da SPTrans, vai renovar 140 dos 190 trólebus que circulam na cidade. 92 veículos novos já estão operando com poluição zero.

Diesel de cana: 160 ônibus abastecidos com 10% de diesel de cana estão circulando na Cidade. Os testes realizados anteriormente apresentaram uma redução de até 41% de fumaça preta, comparado com os veículos abastecidos com diesel B5.

Etanol: 60 veículos abastecidos com etanol operam com redução de emissão de material particulado, NOx e sem liberar enxofre no ar de São Paulo.

O restante da frota utiliza combustível B5 S50, ou seja, uma mistura de diesel de petróleo adicionado a 5% de biodiesel.

A SPTrans investe ainda na renovação da frota da Cidade, realizando a troca dos veículos antigos por modelos de tecnologia mais nova, com maior capacidade e menos poluentes. Dos 15 mil ônibus da frota, 13.333 (ou 88,8%) já foram renovados.