quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Brasil tem seu primeiro ônibus elétrico híbrido dual

24/09/2015 - O Dia

Modelo reduz emissão de poluentes, que pode chegar a zero na operação com o motor-gerador desligado

Rio - A fabricante brasileira Eletra, em parceria com a Mercedes-Benz, acaba de lançar o primeiro ônibus elétrico híbrido dual do Brasil, com 23 metros. A tecnologia, desenvolvida para veículo superarticulado, permite que o mesmo modelo opere também como trólebus e elétrico puro (baterias).

Em um corredor, por exemplo, o veículo pode rodar com fontes de energia diferentes, o que possibilita maior flexibilidade da frota nos sistemas de ônibus. Com baterias e motor-gerador cilindrade reduzida de 12 litros para 7, desenvolvido pela Mercedes-Benz especialmente para este projeto, o modelo é considerado híbrido. Quando usar apenas baterias, a versão será elétrico puro. Mas também pode ser utilizado como trólebus, operando em áreas com rede aérea quando necessário.

“Outra vantagem do ônibus dual é que não é preciso investir em infraestrutura de recarga para as baterias, pois quando está operando na versão híbrido, elas são recarregadas na frenagem. A produção de veículos sustentáveis está no DNA da Eletra. Esse é mais um produto inovador que trazemos para o mercado nacional, contribuindo para uma menor quantidade de gases na atmosfera”, declara Iêda Maria Alves Oliveira, gerente comercial da Eletra.

O modelo híbrido reduz significativamente a emissão de poluentes e pode chegar a zero na operação com o motor-gerador desligado. O ônibus elétrico híbrido dual será apresentado pela primeira vez no 11º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias, que acontece entre esta quinta-feira e sábado (26) no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Campinas inicia operação comercial com ônibus elétricos

17/09/2015 - O Dia



Campinas (SP) é a primeira cidade brasileira a colocar em operação ônibus 100% elétricos que só necessitam de uma recarga noturna da bateria para rodar durante o dia todo. Uma remessa de dez veículos importados da fabricante chinesa BYD já chegou ao Brasil. A compra foi feita pela viação Itajaí Transportes Coletivos para a linha Ouro Verde, uma das mais movimentadas do município.

O diretor de Relações Governamentais e Marketing da BYD, Adalberto Maluf, afirmou, há duas semanas, que cinco unidades já estavam em Campinas e que todas deveriam estar funcionando até o fim deste mês. Cada ônibus custou R$ 1,4 milhão (cerca de R$ 420 mil do veículo, pagos à vista, e R$ 1 milhão da bateria, parcelada em dez anos). O modelo foi apresentado durante a feira Transpúblico, promovida em São Paulo pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

De acordo com Adalberto, as vantagens do ônibus elétrico em relação ao convencional, a diesel, são a emissão zero de poluentes, 50% a menos de ruídos (ouve-se apenas o som do ar-condicionado), acessibilidade universal e menor custo de manutenção.

 “A operação é muito mais confortável, a aceleração é mais suave e é melhor o custo de manutenção para o operador. Em um ônibus convencional, o operador tem que trocar a pastilha de freio a cada dois mil quilômetros rodados. No elétrico, precisa trocar a cada 10 mil quilômetros, porque quem freia é o sistema de tração e não a pastilha de freio”, explica.

Os ônibus elétricos de Campinas têm capacidade para 80 passageiros (20 sentados) e autonomia para circular de 250 a 300 quilômetros por dia com apenas uma recarga noturna, na garagem, de duas horas. “Isso é o suficiente para rodar 95% das linhas de ônibus urbanas”, afirma Maluf. 

A diferença dos veículos novos de Campinas para os elétricos que circulam em São Paulo é que os da capital precisam ficar parados por cinco minutos nos pontos de ônibus, em algumas ocasiões, para recarga da bateria. “Esses saem carregados da garagem e circulam o dia inteiro”, conta o representante da BYD.

Ainda segundo Adalberto Maluf, o valor pago pela Itajaí Transportes na mensalidade da bateria será compensado pela economia de diesel. “O preço do veículo é praticamente igual a um convencional. O R$ 1 milhão da bateria é pago com juros em dez anos. Em vez de a empresa pagar R$ 7 mil de diesel, gasta R$ 1 mil de eletricidade e mais R$ 6 mil por um leasing da bateria. A maior vantagem é a preservação do meio ambiente”, ressalta Maluf.

No Rio, a Fetranspor testou na linha convencional 249 (Água Santa-Carioca) o ônibus elétrico a baterias da fabricante chinesa BYD em abril e maio de 2014. A entidade aprovou o desempenho, mas avaliou que o negócio ainda é inviável economicamente.

Informações: O Dia