sábado, 18 de junho de 2016

Trólebus já rodam entre Piraporinha e o Jabaquara

26/04/2012 - Via Trólebus

Sem muito oba oba começaram a rodar comercialmente trólebus entre o trecho de Piraporinha e Jabaquara a partir de segunda feira. Oque tudo indica, esta primeira fase de operação esta sendo em caráter experimental. São 4 trólebus sendo 2 na linha 289 e 2 na linha 290 apenas no pico da manhã.

Após décadas de espera, o governo do estado estendeu a rede aérea de trólebus entre Diadema e Jabaquara. Agora estão sendo contratadas a repotencialização das subestações de energia entre Piraporinha, Ferrazópolis e São Mateus. Este trecho mais antigo que já tem a operação dos ônibus elétricos sofre constantemente oscilações de energia, que acabam por prejudicar a operação no corredor metropolitano.

Por Renato Lobo

Trólebus roda pela primeira vez no Jabaquara

14/05/2011 - Via Trólebus

Na madrugada de sexta para sábado, o trólebus 7211, um Busscar Urbanuss Pluss - piso baixo da empresa Metra, foi o primeiro na história a rodar no trecho entre o terminal Diadema e o Terminal Jabaquara. 


Foram executados obras civis, montagens e serviços necessários para a instalação das redes elétricas de contato e de alimentação e estações retificadoras completas, que estão sendo testadas para estar em condições de receber os veículos trólebus para operação comercial. 

Nos próximos dias os testes devem continuar até que tudo esteja sincronizado para os trólebus rodarem até o Jabaquara.

Corredor Metropolitano

Inaugurado em 1988, é gerenciado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU/SP, vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, desde 1997 o sistema foi objeto de concessão e hoje é operado pela Concessionária Metra.

O Corredor ABD é efetivamente metropolitano, pois começa e termina na capital paulistana, passando por quatro outros municípios da Grande São Paulo: Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema.

Integra-se, ainda, com outros sistemas de transporte público em diversos pontos: ônibus municipais, ônibus metropolitanos, trens metropolitanos e metrô, desempenhando, assim, importante papel na estruturação do transporte coletivo na metrópole.

O projeto foi desenvolvido na década de 80, incorporando tecnologias então inovadoras: trólebus de última geração desenvolvidos especificamente para o empreendimento, estações de parada e terminais com novos conceitos arquitetônicos, bilhetagem magnética, etc.

Todo o trecho previa a utilização de trólebus, mas devido a descontinuidades politicas os elétricos só chegaram até o terminal Piraporinha.

Atualmente operam no corredor cerca de 230 ônibus distribuídos em 13 linhas que atendem, em média, 5 milhões de passageiros por mês. Dessa frota, 80 veículos são trólebus modernos com dispositivos para a acessibilidade: 23 são de piso baixo (low floor, 3 com piso dianteiro rebaixado (low entry), 46 Padron e 11 articulados. 

Fotos gentilmente cedidas por Rafael Asquini

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ônibus elétrico é um caminho sem volta em Belo Horizonte

26/01/2016 - O Tempo


O ônibus para no sinal ao lado de um motociclista, que se assusta com o veículo que chega silencioso. Curioso, o homem lê a lateral do coletivo e pergunta ao motorista: “É tudo elétrico mesmo? Não polui nada? Deve ser caro, né?”. O condutor, que consegue conversar na mesma altura do motorista pelo piso baixo do novo veículo, responde: “É todo movido a bateria, muito bom”. E enquanto ele arranca suave e em silêncio, o coletivo convencional, à direita, sai “roncando e tremendo”.

Há quase um mês em teste em Belo Horizonte, o ônibus elétrico ainda chama atenção, não apenas pelo pouco barulho, mas também por seu estilo baixo e pelos dizeres na lataria como “zero de poluentes”. Mas é bom a população ir se acostumando, porque a novidade silenciosa e ecologicamente pura veio para ficar. A expectativa é que a capital receba dez ônibus movidos 100% à bateria ainda neste ano. A fabricante chinesa BYD (Build Your Dreams), que ofereceu o carro para avaliação, fará uma proposta para as concessionárias do transporte público, semelhante à que já foi fechada em Campinas (SP).

Antes mesmo de uma oficialização, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) se mostra interessada em implantar na cidade soluções de mobilidade menos impactantes ao ambiente. “Esse é um caminho sem volta. É natural que daqui para frente novas tecnologias não poluentes surjam e, gradativamente, sejam inseridas, sobretudo no transporte público”, manifestou a autarquia, sem se antecipar sobre os resultados dos testes e uma previsão de inserir os elétricos na frota da capital.

O diretor de marketing da BYD, Adalberto Maluf, garante que os empresários do setor de transporte podem economizar na operação dos veículos elétricos ao longo dos anos, pois a maior finalidade – além de não poluir o meio ambiente – é que o investimento não aumente a tarifa. “Começamos oferecendo uma espécie de aluguel operacional de dez ônibus, por cinco anos, sem que a empresa precise aumentar seus custos atuais”, adiantou Maluf.

O período de experiência em Belo Horizonte termina em fevereiro, mas o modelo esteve em outras capitais do país nos últimos anos e, segundo o diretor da BYD, apresentou uma redução média de 75% nos custos operacionais. Como a capital mineira tem muitos morros, ainda não dá para saber de quanto será a economia na comparação dos gastos do diesel e com a energia para recarregar a bateria do veículo.

“Temos muito interesse em Belo Horizonte, que é o terceiro maior mercado de ônibus do país, e já vimos que os empresários e a prefeitura também estão interessados na sustentabilidade do transporte elétrico”, declarou Maluf. Em fevereiro, a BYD vai apresentar aos empresários mineiros e à Prefeitura de Belo Horizonte veículos elétricos articulados. A ideia é trazer para a capital modelos adaptados para o sistema BRT/Move. “Em função dos morros de BH, temos que colocar um motor mais forte. Estamos aguardando o retorno dos testes para iniciar a negociação”, completou o diretor.

Aceitação. Para motoristas e usuários, o novo modelo é bem-vindo. Para aqueles que trabalham em ônibus barulhentos, o veículo à bateria é “um sonho”. “Eu nem preciso gritar para falar com o motorista”, brincou a cobradora Marilúcia Vieira, 57, que atua há 15 anos no transporte.

O condutor José Vitorino Filho, 63, trabalha há 43 anos em coletivos, mas bastou um mês no ônibus elétrico para não querer mais voltar ao convencional. “Ele (o novo veículo) ganha em tudo. E essa questão de poluição é séria”, argumenta. Os veículos à bateria foram apontados na Conferência do Clima (COP 21), em Paris, em dezembro, como uma das principais soluções para uma mobilidade limpa. 

Fabricante

Chinesa. A BYD é a maior fabricante de baterias e a que mais vende carros elétricos no mundo. No ano passado foram 62 mil veículos. Em julho de 2015, a empresa abriu uma fábrica em Campinas (SP).

Veículos podem ser adaptados

Viajar em pé não é algo que o belo-horizontino gosta. Muitos usuários fazem filas nos pontos de ônibus para conseguir uma vaguinha sentados. Como o modelo elétrico que está em teste na capital tem poucos assentos (16 a menos que o convencional), essa foi uma reclamação entre os que se surpreenderam com o novo coletivo da linha 9105 (Nova Vista/Sion).

A fabricante BYD explica que o carro em uso é apenas para teste, mas ele pode ser adaptado à realidade de cada cidade. “A gente monta um ônibus conforme a agência de trânsito sugere: tipo de banco, quantidade de assentos, ar-condicionado, Wi-Fi, carregador USB. Este que está em BH já tem três anos de uso e ainda é silencioso”, explicou Adalberto Maluf, diretor de marketing da BYD.

Ele ressalta que as cadeiras a menos são uma estratégia de deixar espaço livre para viajar mais pessoas em pé, assim como ocorre no modelo do Move e no metrô.

Por Joana Suarez
Informações: O Tempo

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Ônibus 100% elétrico de 15 metros é apresentado em SP

De acordo com empresa, veículo tem autonomia de 265 quilômetros e pode operar em 90% das rotas de transporte coletivo com apenas uma carga noturna

16/12/2015 - Blog Ponto de Ônibus  

Adamo Bazani

Ônibus de 15 metros vai ser testado em São Paulo
Ônibus de 15 metros vai ser testado em São Paulo
créditos: Divulgação BYD

A fabricante chinesa BYD apresenta nesta quarta-feira, 16 de dezembro de 2015, na região central de São Paulo, um ônibus 100% elétrico que depende apenas de baterias para funcionar com 15 metros de comprimento e três eixos. As emissões de poluentes são zero durante a operação e o nível de ruído é baixo. As informações são da própria fabricante ao Blog Ponto de Ônibus.

O modelo K 10-A possui baterias de Fosfato de Ferro e, de acordo com a fabricante, tem uma autonomia de 265 quilômetros sem ar condicionado. Com o equipamento de refrigeração em funcionamento, a autonomia pode ser menor dependendo do trajeto.

A BYD já testou em São Paulo o K 9, de 12 metros, modelo que já circula em cidades do mundo, inclusive em Campinas, no interior de São Paulo, onde a fabricante instalou uma planta industrial. Também foi testado o K 11, ônibus de 18 metros articulado, que deve ter uma versão de carroceria com as especificações da SPTrans, gerenciadora de São Paulo, e em Porto Alegre, o K 7, um micro-ônibus  100% elétrico também roda experimentalmente.

Segundo a BYD, o veículo possui maior capacidade de passageiros com autonomia semelhante ônibus convencional. A lotação é de 95 passageiros, entre sentados e em pé, e o peso bruto é de 26 toneladas.

O veículo vai percorrer linhas de São Paulo.

k10-2

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ônibus elétrico movido 100% a bateria divide usuários em Campinas (SP)

27/11/2015 - Folha de SP

Campinas, no interior paulista, começou a usar ônibus elétricos movidos 100% a bateria no seu sistema de transporte coletivo. A novidade, porém, dividiu as opiniões entre os usuários do serviço.

A cidade terá dez veículos assim. Dentro do ônibus, as baterias não podem ser vistas, mas ocupam parte do espaço que poderia ser usado por passageiros, na entrada e nos fundos. São elas que fornecem força para o sistema de tração. Não há motor.

O primeiro ônibus começou a rodar no início do mês, e o segundo deve entrar em operação em dezembro.

O coletivo circula das 6h às 20h, sem recarga, e faz seis viagens de ida e volta na linha que liga a periferia à região central. A autonomia total é de 250 quilômetros.

No dia em que a reportagem da Folha circulou com o veículo, de fabricação chinesa, cinco dos dez passageiros aprovaram o ônibus. O restante apontou problemas.

Todos, porém, foram unânimes em elogiar o silêncio e o conforto, pouco comum nos ônibus tradicionais, e o benefício ao ambiente, em razão da emissão zero de poluentes na atmosfera.

Entre as reclamações, disseram que o veículo é mais lento do que os convencionais, movidos a biodiesel. Também citaram o espaço menor, por causa das baterias, e a pouca ventilação, devido a janelas menores.

"Achei mais lento, principalmente no sentido bairro. Não sei se é porque tem mais gente. E a ventilação também é ruim. Aqui dentro está muito quente", disse Alana Cristina do Nascimento, 32.

Já para o aposentado João Francisco de Almeida, 72, o tamanho do ônibus é a maior preocupação. "É confortável, silencioso, só que na hora do rush não carrega muita gente, né?", disse.

RECARGA

A capacidade é de 20 pessoas sentadas e 70 em pé. No ônibus padrão, são 32 pessoas sentadas e 90 em pé. Os ventiladores instalados no teto são insuficientes.

O gerente administrativo da Itajaí Transportes, Uilson Moraes, confirma que a potência do ônibus elétrico é menor que a dos convencionais, mas diz que a velocidade desempenhada é compatível com as vias da cidade.

"Nosso principal objetivo é com o fato do ônibus ser ecologicamente correto, silencioso e mais confortável. Estamos caminhando para o futuro. Mas é lógico que o usuário quer mais", disse ele.

Hoje, as baterias são recarregadas pela energia de um gerador a diesel. A empresa negocia o fornecimento de energia para recarga com a concessionária local.

Para o motorista, o conforto é grande. O veículo é automático, não exige a troca de marchas. O painel é eletrônico e câmeras ajudam a enxergar o movimento de saída dos passageiros pelas portas traseiras. O contrato de locação, feito com a fabricante chinesa BYD, é por cinco anos. O valor não foi divulgado. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Governo Federal confirma estudos para beneficiar importação de ônibus elétricos

23/11/2015 - CBN

ônibus
Ônibus elétricos devem ser importados com incentivo do Governo Federal. Indústria nacional tem dúvidas sobre impacto.

Caminhões e comerciais leves seriam beneficiados. Ainda há dúvidas sobre o impacto na indústria nacional

ADAMO BAZANI

Depois de alterar as alíquotas de importação de carros de passeio elétricos, elétricos híbridos ou movidos a hidrogênio, o Governo Federal confirmou que estuda reduzir a tributação sobre ônibus, caminhões tipo VUC – Veículo Urbano de Carga e veículos comerciais leves com este tipo de tração que poluem menos.

A confirmação foi revelada pela diretora de Indústrias de Equipamentos de Transporte do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior, Margarete Gandini, ao Portal Brasil, site que é do governo.

No dia 27 de outubro deste ano, a Camex – Câmara de Comércio Exterior publicou a resolução de número 96 que passou a alíquota de importação de carros de passeio elétricos, híbridos ou a hidrogênio de 35% para alíquota zero, de 2%, de 4%, de 5% ou de 7%, dependendo da eficiência energética do veículo.

“Novas medidas estão sendo discutidas no âmbito do governo federal voltadas para os ônibus e os comerciais leves para entrega ponto a ponto, em grandes centros urbanos”. – disse a diretora.

Para os taxistas, uma das iniciativas estudadas é criar uma espécie de leasing para financiar as baterias dos veículos elétricos.

Em relação a ônibus, a dúvida é se a medida de estimular a importação não vai afetar a indústria nacional destes veículos de transportes coletivos mais limpos, podendo criar uma concorrência desigual ou mesmo não tornar inicialmente vantajosa a produção local.

No Brasil, existem empresas que já fazem ônibus de tração elétrica, como a Eletra, de São Bernardo do Campo, que produz há mais de 30 anos ônibus elétricos híbridos, a bateria e trólebus, e a Volvo, em Curitiba, que desde 2012 mantém uma linha de produção de ônibus elétricos híbridos. A chinesa BYD já está treinando funcionários e fazendo protótipos na planta de Campinas, no interior de São Paulo. No entanto, dependendo da medida do governo, a empresa pode ser beneficiada porque até 2017 deve apenas montar no Brasil os ônibus feitos na China.

A diretora de Indústrias de Equipamentos de Transporte do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior, Margarete Gandini, disse que com a medida de desonerar ônibus elétricos importados o governo quer aumentar a demanda interna para depois estimular a produção local.

Veja e ouça:

https://www.youtube.com/watch?v=S3Vr9ESJ3YY

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Reunião na SPTrans vai discutir possibilidade de ampliação de serviços de trólebus

13/11/2015 - Blog Ponto de Ônibus

Em meio às expectativas sobre a licitação que vai remodelar os serviços de ônibus pelos próximos 20 anos, suspensa temporariamente pelo TCM- Tribunal de Contas do Município, uma das dúvidas é em relação sobre como ficará o transporte limpo na cidade de São Paulo.

A Lei de Mudanças Climáticas, criada em 2009, prevê que até 2018 nenhum ônibus da Capital Paulista seja movido exclusivamente a combustíveis fósseis.

No entanto, a chamada Ecofrota, com ônibus elétricos a bateria, elétricos híbridos, trólebus, ônibus a etanol e outros biocombustíveis, é de apenas 656 veículos entre os 14 mil 878 existentes na cidade de São Paulo.

O próprio secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto, disse neste ano que seria impossível o cumprimento da meta. Nos três editais de licitação da capital paulista, não há um cronograma para ampliar o número de ônibus elétricos ou de outras fontes menos poluentes.

Nesta sexta-feira, 13 de novembro de 2015, o Grupo Respira São Paulo vai se reunir com a diretoria de planejamento da SPTrans, gerenciadora dos transportes da cidade, para discutir propostas que o grupo enviou durante a fase de consulta pública dos editais de licitação.

De acordo com Jorge Françozo de Moraes, um dos responsáveis pelo movimento, apenas a criação de uma linha foi atendida: a 309 e Penha – Parque Dom Pedro.

O edital de licitação do grupo estrutural prevê a ampliação de apenas 36 ônibus elétricos.

Movimentos em prol da sustentabilidade acham insuficiente esta ampliação.

Segundo o documento que será apresentado para a SPTrans, ao qual o Blog Ponto de Ônibus teve acesso, a rede hoje existente na cidade de São Paulo é subaproveitada. Um exemplo é a região da Avenida Celso Garcia. O estudo mostra que com a atual tecnologia dos trólebus, que consomem menos energia, há possibilidade de ampliar a frota sem sobrecarregar a rede aérea de abastecimento destas vias, aproveitando a atual estrutura.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Acompanhe as sugestões do movimento Respira São Paulo para os trólebus na capital paulista:

CONCESSÃO DE LINHAS DE ÔNIBUS – REVITALIZAÇÃO DO SISTEMA TRÓLEBUS

No atual processo de Licitação da Concessão de linhas de ônibus da capital não está contemplado o teor da Lei Municipal de Mudanças Climáticas nº 14.933 de 05 de junho de 2009, que obriga o poder público a substituir em 100% até 2018 os combustíveis fosseis consumidos por ônibus no transporte de passageiros por outros combustíveis não fósseis com menores índices de emissões, como a tração elétrica por exemplo.

Com base neste fato, o Movimento Respira São Paulo vem reivindicar o aumento da frota, a criação de linhas e reativação de outras linhas de trólebus, aproveitando o processo de transição da concessão das linhas, de acordo com os itens que se seguem.

As sugestões sobre o incremento do Sistema Trólebus são imperativas, devido à situação de subutilização de trechos da rede e da própria garagem, independente da colaboração que irá proporcionar na aplicação da lei mencionada.

1)      Corredor Celso Garcia

·         Manter a frota de trólebus na linha existente 2290-10 – São Mateus – Terminal Parque Dom Pedro II, via Praça da República.

·         Já está prevista a criação de linha de reforço com 5 trólebus, com ligação direta para Terminal Parque Dom Pedro II, sem fazer o trajeto na rótula central.

·         Substituição dos ônibus diesel da linha 309E -10 –  Terminal Parque Dom Pedro II – Terminal Penha por trólebus, pelo fato desta linha operar em 100% do itinerário ao longo da rede elétrica existente. Esta linha já foi operada por trólebus no passado. Este trajeto poderá ter a frota de trólebus reforçada com a substituição de ônibus diesel de outras linhas que se sobrepõe ao itinerário provido de rede aérea, ao longo de todo o corredor, aumentando a participação da tração elétrica no corredor. O índice de trólebus por quilometro poderá ser duplicado em relação ao índice atual.

Esta solicitação está embasada no fato da potencia elétrica existente na rede de alimentação de Corrente Contínua no corredor estar, atualmente, subutilizada, com 50% de folga, conforme demonstrado nos quadros a seguir.

Em 2002 havia 5 linhas de trólebus operando neste corredor, consumindo cerca de 70% da potência instalada disponível.

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Atualmente, as duas linhas que operam no trecho, com os novos trólebus dotados de motor de corrente alternada, consomem 50% da potencia total instalada.

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2)            Corredor Vila Prudente – Centro.

·         Incrementar a frota da linha atual 3160-10 – Vila Prudente – Centro, alterando o itinerário na área central através das Ruas Boa Vista, Libero Badaró e Benjamin Constant, visando a requalificação desta linha perante seus usuários.

·         Criação de nova linha de trólebus Vila Prudente – Brás/Bresser, através do Viaduto e Rua Bresser, conforme previsão de extensão do corredor, contemplada nos planos descritos no atual Edital.

·         Estender a rede elétrica em cerca de 800 metros do atual terminal Vila Prudente até o novo Terminal de ônibus, na interligação das linhas do Metro e do Monotrilho.

·         Com estas ações, este corredor deverá ser operado, predominantemente, por trólebus, eliminado a operação de ônibus diesel.

3)            Linha 408-A – Machado de Assis – Cardoso de Almeida.

·         Estender a rede elétrica em cerca de 1 km, a partir da Rua Machado de Assis até a Estação Ana Rosa do Metro, pela própria Rua até atingir a Rua Vergueiro, acesso à estação. A volta seria feita pela Rua Dr. José de Queiroz Aranha e o retorno à Rua Machado de Assis poderá ser feito pelas Ruas Gregório Serrão ou Gaspar Lourenço. Estas últimas ruas poderão ser desprovidas de rede elétrica, os trólebus utilizarão as baterias na operação e a extensão da rede irá se restringir na Subida da Rua Machado de Assis e o trecho na Rua Vergueiro.

·         Estender a rede elétrica em cerca de 2 km, a partir da Rua Cardoso de Almeida até as proximidades da PUC, beneficiando os alunos daquela instituição nos períodos letivos. O retorno ao longo de quarteirão próximo à Universidade poderá ser desprovido de rede aérea e os trólebus utilizarão as baterias na operação.

4)            Linha 2101-10 – Silvio Romero – Praça de Sé.

·         Recuperar a rede elétrica deste ramal, conforme incluso no Edital de Modernização da Rede, tornando possível o retorno dos trólebus nesta linha.

5)            Linha 9300-10 – Terminal Casa Verde – Terminal Bandeira.

Recuperar a rede elétrica deste ramal, conforme incluso no Edital de Modernização da Rede, tornando possível o retorno dos trólebus nesta linha.

A frota adicional provável é discriminada no quadro a seguir.

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A lotação desta frota adicional seria absorvida naturalmente pela Garagem Tatuapé que também tem capacidade ociosa.  No passado, esta garagem chegou a abrigar mais de 350 trólebus de 12 metros e atualmente a capacidade de aumento da frota de trólebus de 15 metros poderá alcançar 90 veículos adicionais.