quinta-feira, 24 de agosto de 2017

São Paulo busca ajuda para inaugurar frota de ônibus elétricos

23/08/2017 - Blogauto

Prefeitura de São Paulo quer financiamento externo para colocar uma nova frota de ônibus elétricos em circulação, reduzindo as emissões de poluentes

A Prefeitura de São Paulo deve anunciar em breve novos financiamentos externos e parcerias para ampliar o número de ônibus mais “amigos do meio-ambiente”. Essa nova estratégia deve incluir até modelos elétricos e será praticada para atender à Lei de Mudanças Climáticas; que determinava frota total de coletivos municipais com baixas emissões de poluentes até o ano que vem e até então não foi cumprida pela capital paulista.

“Estamos discutindo dentro do governo formas de participar, de incentivar e de fazer com que aconteça a introdução passo a passo dos carros bicicletas, ônibus e caminhões elétricos na cidade; com as formas mais variadas possíveis: com esforços da prefeitura e também buscando parcerias com Governo do Estado, Governo Federal e financiadores, inclusive internacionais; que possam ajudar, além de contatos com as montadoras dos carros. E isso tem de ser uma costura. A prefeitura não tem poder para fechar a equação econômica”; afirmou o Secretário do Verde e Meio Ambiente, Gilberto Natalini, em entrevista ao Diário do Transporte/Canal Mova-Se.

Ainda de acordo com o secretário, a licitação de novos ônibus para a capital paulista deve incluir modelos com baixa poluição ao meio-ambiente. A Lei de Mudanças Climáticas foi assinada há cerca de oito anos e determinava o aumento de 10% do total de ônibus não poluentes; e, a partir de 2018, nenhum dos aproximadamente 15 mil coletivos municipais usasse apenas diesel para rodar. Atualmente, nem 7% dos ônibus não se enquadram nas normas desta lei.

Para o Secretário de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, a cidade de São Paulo deve contar com um número significativo de ônibus elétricos em circulação somente em médio e longo prazos. Por enquanto, é necessário que as alterações sejam feitas de forma gradativa.

“É preciso observar o comportamento dos ônibus elétricos ao longo do tempo; como é que as baterias vão funcionar, como as garagens vão se adequar. Nada poderá ser feito num sistema tão grande como o de São Paulo rapidamente. Nós precisamos alcançar reduções de emissões rapidamente; mas a soluções tecnológicas precisam vir no tempo em que possam ser realizadas”, disse Avelleda.

Para a ABVE (Associação Brasileira de Veículo Elétrico), o ideal seria seguir um cronograma cujo; no primeiro e no segundo anos, 20% da frota de ônibus seria substuída por modelos menos poluentes; o que inclui exemplares elétricos ou com combustível alternativo ao diesel. Esse percentual passaria para 10% a partir do terceiro ano e, em 2037, todos os onibus novos de São Paulo seriam mais eficientes.

Todos esses ônibus poderiam ser produzidos por três empresas no território nacional: a Electra; a Volvo e a BYD. A indústria instalada atualmente no País tem capacidade para produzir 2 mil ônibus elétricos por ano; podendo alcançar 5 mil exemplares nos próximos quatro anos.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Santos recebe micro-ônibus 100% elétrico e linha do Gonzaga se torna modelo de baixas emissões com diferentes tecnologias

22/08/2017 - Diário do Transporte

Micro-ônibus integra frota limpa da Viação Piracicabana

Trólebus também voltam a circular no trajeto que ainda conta com um ônibus híbrido

ADAMO BAZANI

A linha 20 que liga a praça Mauá, no Centro, à praça da Independência, no Gonzaga, do sistema municipal de Santos, no Litoral Paulista, volta a se tornar um itinerário de baixas emissões de poluentes e ruídos, com  tecnologias diferentes baseadas na tração elétrica, reunindo modelos conectados à rede área, apenas com bateria e híbrido.

Nesta terça-feira, 22 de agosto de 2017, a linha recebe um micro-ônibus 100% elétrico. Além disso, os trólebus (que circulam conectados à rede aérea de energia elétrica) também voltam à circulação comercial depois de 15 meses parados por causa do cruzamento com a rede aérea da linha de VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, entre Santos e São Vicente. A linha 20 também conta com um ônibus híbrido, equipado com dois motores, um a diesel e outro elétrico. A tecnologia é híbrida paralela, ou seja, tanto o motor elétrico como o a diesel atuam na tração do ônibus. Quando o veículo está parado ou circulando até 20 km/h, os momentos de maiores emissões, está em funcionamento o motor elétrico. Acima desta velocidade, entra em ação o motor diesel. O híbrido pode reduzir de 35% a 80% as emissões dependendo do tipo de poluente analisado.

Veículo tem acessibilidade com piso baixo e rampa, o que ainda é pouco comum no mercado de micro-ônibus.

Já o micro-ônibus 100% elétrico, de chassi e sistema BYD e carroceria Volare, conta com baterias que armazenam energia e não emite poluentes durante a operação.

São dois conjuntos de baterias instalados no teto do ônibus, um atrás que alimenta os motores que são conectados aos eixos e outra na parte dianteira para os sistemas de elétricos dos veículos.

As baterias podem ser carregadas em até quatro horas e a autonomia fica em torno de 220 quilômetros.

Segundo a CET – Santos (Companhia de Engenharia de Tráfego), o veículo, produzido e montado em Campinas, no interior paulista, tem sistema de câmeras que, entre outras vantagens, vai permitir ao motorista visualizar o embarque e desembarque de passageiros. Com piso rebaixado para acessibilidade, também dispõe de ar-condicionado e Wi-Fi.

Os seis trólebus, o híbrido e o micro elétrico são de responsabilidade da Viação Piracicabana,  do Grupo Comporte, que também opera o VLT.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Trólebus voltam às ruas em Santos nesta quinta, diz CET. Serviços plenos, na segunda, explica Piracicabana

16/08/2017 - Diário do Transporte

Veículos têm a vantagem de não poluírem, serem mais silenciosos e com tecnologia já certificada

Peça para compatibilizar VLT e ônibus elétricos teve de ser importada ao custo de R$ 75 mil. É a primeira cidade da América Latina a ter os dois meios de transportes não poluentes operando em cruzamento

ADAMO BAZANI

Os tradicionais trólebus de Santos, no Litoral Paulista, voltam às ruas nesta quinta-feira, 17 de agosto de 2017.

A informação é da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos, gerenciadora do sistema de transportes na cidade.

Os seis veículos elétricos pertencem à Viação Piracicabana, do Grupo Comporte. Ao Diário do Transporte, por telefone, o grupo informou que nesta quinta ocorrerão as primeiras operações, que devem ser integrais a partir de segunda-feira, dia 21, na linha 20, que liga a praça Mauá, no Centro, à praça da Independência, no Gonzaga.

Havendo algum problema técnico, as previsões podem ser alteradas. O início das operações pode ser gradual.

Os serviços de trólebus foram interrompidos há aproximadamente 15 meses para a ampliação do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos entre Santos e São Vicente, meio de transporte que também é elétrico e funciona conectado à rede de fiação aérea.

Em nota, ao Diário do Transporte, a CET informou que Santos se tornou a primeira cidade da América Latina a compatibilizar em cruzamento os dois sistemas de transportes. Para isso, teve ser importado um equipamento da República Tcheca ao custo de R$ 75 mil.

A partir de quinta-feira (17), os trólebus voltam a operar na cidade de Santos, na linha municipal 20. A frota de veículos desse tipo conta com seis exemplares.

No último final de semana foram concluídos os serviços, no cruzamento das avenidas Francisco Glicério x Ana Costa, que possibilitaram compatibilizar sistemas de VLT e trólebus no mesmo trecho – Santos é a primeira cidade da América Latina a realizar a experiência. A peça implementada no cruzamento, a fim de possibilitar a operação entre os dois modais, não existe no Brasil – foi adquirida da República Tcheca (pela EMTU) e custou 20 mil euros.

Nos últimos dias, os testes demonstraram que a operação dos trólebus está dentro dos padrões técnicos de confiabilidade e segurança. Também já foi realizada a inspeção em toda a rede aérea durante os períodos da madrugada. Os veículos foram substituídos por ônibus a diesel durante as obras do VLT naquele trecho, que teve início há pouco mais de um ano.

HISTÓRIA:

Trólebus na época da CSTC. Cidade teve várias linhas

Os primeiros trólebus em Santos começaram a operar em 12 de agosto de 1963. Chegaram inicialmente cinco veículos de um lote de 50 do modelo Fiat Alfa-Romeo Marelli Pistoiese, importados da Itália.

As unidades pertenciam ao poder público por meio do Serviço Municipal de Transportes Coletivos SMTC, que em 1976 foi substituído pela Companhia Santista de Transportes Coletivos – C.S.T.C., também uma empresa pública.

Os atuais seis trólebus operados pela Viação Piracicabana são fabricados pela Mafersa e foram comprados pela – C.S.T.C. em 1987, sendo destinados para a linha 20.

As linhas de trólebus começaram a ter redução significativa na cidade a partir dos anos 1990, quando a C.S.T.C. enfrentava problemas financeiros e de gestão.

De mais de dez linhas, o sistema foi reduzido apenas para o trajeto da linha 20.

Em 1998, com a extinção das operações da C.S.T.C., a Piracicabana assumiu os seis trólebus Mafersa.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sábado, 10 de junho de 2017

Cresce número de ônibus elétricos

07/06/2017 - Diário do Transporte

Já em relação a todos os veículos, já são 2 milhões de unidades Dados são da AIE. Relatório fala da necessidade de incentivos fiscais, inclusive no Brasil Com agências internacionais Relatório divulgado nesta quarta-feira, 7 de junho de 2017, pela AIE – Agência Internacional de Energia, em Paris, mostra que o número de veículos elétricos atingiu 2 milhões de unidades em 2016, em todo mundo. Denominado Global EV Outlook 2017, o relatório de 71 páginas, ao qual o Diário do Transporte teve acesso, ressalta que os veículos com este tipo de tração precisam de incentivos fiscais para ampliarem a participação, em especial em países cujos impostos sobre automóveis são altos.

Os professores e técnicos que fizeram o trabalho citam nominalmente o Brasil quando o assunto é necessidade de mais incentivos a veículos não poluentes. Os incentivos podem assumir a forma de descontos diretos, isenções fiscais, e podem ser enquadrados em Tributação diferenciada tecnológica e neutra que favorece veículos de baixa emissão de acordo com seus GEE – Gases de Efeito Estufa, desempenho de emissão de poluentes e penaliza veículos com altos custos ambientais.

Muitos países, incluindo 20 Estados membros da UE – como os países escandinavos, onde os impostos sobre os veículos tendem a ser altos (ACEA, 2016) – Brasil, Canadá, China e África do Sul (GFEI, 2017), atualmente impõem impostos diferenciados sobre o registro e / ou circulação de veículos com base em economia de combustível ou desempenho emissões de CO2, mas é necessário maior incentivo para ganho de demanda.

Em relação aos ônibus elétricos, de acordo com o levantamento, existem aproximadamente 345 mil unidades no mundo. O número é o dobro do que foi registrado em 2015. O estoque global ônibus elétricos com bateria chegou em cerca de 345 000 veículos em 2016, o dobro do número em 2015.

Apesar de questões de classificação de dados potencialmente significativas, a China emerge como a líder global na eletrificação de ônibus. De acordo com as estatísticas disponíveis, a frota de ônibus elétricos na China chegou a 343.500 unidades em 2016.

Nos últimos anos foram incluídas 300 mil unidades. Dentro da China, Shenzhen é uma das cidades mais ambiciosas do mundo em relação à eletrificação e modernização de seus sistemas de ônibus. Em 2016, centenas de ônibus elétricos já estavam em operação. Shenzhen também definiu o objetivo de ter uma frota de ônibus 100% elétrica em 2017 .

A Europa representou 1 273 veículos no estoque de ônibus elétrico global em 2016, enquanto os Estados Unidos representaram 200 novos coletivos. O estoque europeu de ônibus elétricos mais do que duplicou a partir de 2015, sugerindo que o mercado está indo além da fase de demonstração para desenvolvimento comercial. Por exemplo, o operador de transportes públicos da cidade de Paris abriu sua primeira linha de ônibus elétrico em 2016. Enquanto isso, o mesmo operador está se preparando para a disseminação da eletrificação e planos para substituir 80% de sua frota de ônibus existente por ônibus elétricos até 2025 – o que vai representar cerca de 4 000 ônibus elétricos implantados nos próximos oito anos (RATP, 2017).

Dentro dos Estados Unidos, o fabricante de ônibus elétrico Proterra dobrou suas vendas em 2016 em comparação com 2015, mas apenas vendeu 380 veículos desde a fundação da empresa em 2004 (Proterra, 2017).

Os veículos elétricos, que somam no mundo 2 milhões de unidades, têm o principal mercado na China, como revela o relatório. “A China foi de longe o maior mercado de carros elétricos, respondendo por mais de 40 por cento dos carros elétricos vendidos no mundo, com mais do que o dobro do total vendido nos EUA”

Em outro trecho, o relatório foi claro ao relacionar o crescimento do total de veículos não poluentes à vontade dos governantes e o momento político de cada país. “É inegável que a aceitação atual do mercado de carros elétricos é muito influenciada pelo ambiente político.”

Ainda não é certeza se em 2040, haverá tantos veículos elétricos assim nas ruas, entretanto, nesta quinta, dia 8 de junho de 2017, diversos países devem formalizar a participação na Electric Vehicle Initiative – iniciativa para o veículo elétrico.

O objetivo de países é aumentar em 30% o número de veículos movidos à eletricidade, que dependam apenas de bateria, até 2030, incluindo os leves e pesados, como ônibus. Entre os países que vão aderir à iniciativa estão EUA, China, Alemanha, França e Reino Unido. BRASIL: Apesar de a situação dos veículos não poluentes no Brasil ser mais favorável em comparação a cinco anos atrás, o cenário ainda não é definido completamente e faltam posições e perspectivas mais ousadas em relação ao crescimento da frota de carros, caminhões e ônibus que emitam menos poluição.

Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, revelou que o governo deverá reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos carros elétricos. O imposto que incide hoje sobre esse tipo de veículo é de 25%. A ideia, ainda em estudo pelo governo, seria praticar a mesma alíquota cobrada sobre veículos flexfuel, de 7,5%.

O Diário do Transporte noticiou, relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/06/06/ministro-anuncia-estudo-para-reduzir-ipi-de-carro-eletrico/ Quanto aos ônibus elétricos, a situação é mais complicada porque além do posicionamento do Governo Federal, o mercado depende da postura de cada governo local em incentivar e exigir esse tipo de veículo para o transporte coletivo. Nesse aspecto, a licitação dos transportes da capital paulista é vista com muita atenção pelo tamanho do sistema de ônibus de São Paulo, com cerca de 14700 veículos que transportam 9 milhões de passageiros por dia, e pela importância da cidade. O que acontecer com os ônibus em São Paulo, deve ser refletido em outras cidades, mesmo que com proporções diferentes.

O município de São Paulo não foi capaz de cumprir a Lei de Mudanças Climáticas que, em 2009, determinava a troca gradual de 10% ao ano dos ônibus movidos unicamente a diesel por modelos menos poluentes até que em 2018 nenhum ônibus mais viria a depender apenas o combustível fóssil. Faltando seis meses para 2018, apenas 6% da frota de ônibus hoje da capital paulista se enquadrariam na Lei de Mudanças Climáticas, que não será cumprida.

Nas diretrizes gerais da licitação dos transportes em São Paulo, o Secretário de Mobilidade e Transportes da capital, Sérgio Avelleda, como já havia antecipado ao Diário do Transporte, informou que a prefeitura não deve exigir dos empresários qual o modelo de ônibus comprar, mas vai estipular metas e redução de poluição.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/06/02/assista-diretrizes-gerais-da-licitacao-dos-transportes-em-sao-paulo/

A ABVE – Associação Brasileira de Veículos Elétricos, que no último dia 27 de maio realizou uma carreta com diversos modelos de diferentes portes, propôs ao poder municipal um novo cronograma de implantação de ônibus com tecnologias menos poluentes, pelo qual no primeiro e no segundo anos seriam colocados 20% do total de renovação de frota com veículos de tração alternativa ao diesel (não somente elétricos). Esse percentual aumentaria 10% a partir do terceiro ano até que em 2037 todos os ônibus novos em São Paulo seriam menos poluentes.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/05/29/prefeitura-de-sao-paulo-vai-buscar-financiamento-externo-para-onibus-eletricos/

Em outras cidades, também há poucas iniciativas em relação à ampliação e manutenção de redes de ônibus elétricos, mas algumas se destacam. Como mostrou o Diário do Transporte, Campinas, no interior de São Paulo, a licitação dos transportes deve ser realizada até o final deste ano vai prever que a região central tenha os menores impactos ambientais possíveis pela operação dos serviços. Para isso, será criada a Área Branca, por onde só vão circular ônibus elétricos. A estimativa é de 150 ônibus elétricos.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/05/26/entrevista-campinas-tera-so-onibus-eletricos-na-regiao-central-garante-secretario/

No ABC Paulista, a empresa Metra, concessionária do Corredor Metropolitano ABD e controladora da fabricante de tecnologia para ônibus elétricos Eletra, mantém uma frota de 95 coletivos não poluentes ou menos poluentes como trólebus, elétricos a bateria e híbridos.

Relembre:https://diariodotransporte.com.br/2017/05/26/historia-metra-completa-20-anos-de-corredor-abd-e-investe-para-aprimorar-os-servicos/

Em Santos, no litoral paulista, o seis trolebus estão sem circular até a reimplantação da rede área, retirada após o VLT, mas tem um ônibus híbrido da Volvo colocado recentemente em operação. Veja: https://diariodotransporte.com.br/2017/05/16/linha-do-gonzaga-recebe-onibus-hibrido-em-santos/

Curitiba possui em circulação 30 ônibus híbridos e o Parque Nacional de Foz do Iguaçu cinco híbridos para turistas. O Brasil temi três fabricantes instaladas de tecnologia para ônibus não poluentes: a Eletra, de São Bernardo do Campo, que atua há mais de 35 anos na fabricação de trólebus, ônibus elétricos e híbridos; a Volvo que desde 2012 produz em Curitiba ônibus híbridos; e a BYD, em Campinas, com ônibus 100% elétricos. A empresa inaugurou a linha de produção de ônibus em abril.

sábado, 18 de junho de 2016

Trólebus já rodam entre Piraporinha e o Jabaquara

26/04/2012 - Via Trólebus

Sem muito oba oba começaram a rodar comercialmente trólebus entre o trecho de Piraporinha e Jabaquara a partir de segunda feira. Oque tudo indica, esta primeira fase de operação esta sendo em caráter experimental. São 4 trólebus sendo 2 na linha 289 e 2 na linha 290 apenas no pico da manhã.

Após décadas de espera, o governo do estado estendeu a rede aérea de trólebus entre Diadema e Jabaquara. Agora estão sendo contratadas a repotencialização das subestações de energia entre Piraporinha, Ferrazópolis e São Mateus. Este trecho mais antigo que já tem a operação dos ônibus elétricos sofre constantemente oscilações de energia, que acabam por prejudicar a operação no corredor metropolitano.

Por Renato Lobo

Trólebus roda pela primeira vez no Jabaquara

14/05/2011 - Via Trólebus

Na madrugada de sexta para sábado, o trólebus 7211, um Busscar Urbanuss Pluss - piso baixo da empresa Metra, foi o primeiro na história a rodar no trecho entre o terminal Diadema e o Terminal Jabaquara. 


Foram executados obras civis, montagens e serviços necessários para a instalação das redes elétricas de contato e de alimentação e estações retificadoras completas, que estão sendo testadas para estar em condições de receber os veículos trólebus para operação comercial. 

Nos próximos dias os testes devem continuar até que tudo esteja sincronizado para os trólebus rodarem até o Jabaquara.

Corredor Metropolitano

Inaugurado em 1988, é gerenciado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU/SP, vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, desde 1997 o sistema foi objeto de concessão e hoje é operado pela Concessionária Metra.

O Corredor ABD é efetivamente metropolitano, pois começa e termina na capital paulistana, passando por quatro outros municípios da Grande São Paulo: Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema.

Integra-se, ainda, com outros sistemas de transporte público em diversos pontos: ônibus municipais, ônibus metropolitanos, trens metropolitanos e metrô, desempenhando, assim, importante papel na estruturação do transporte coletivo na metrópole.

O projeto foi desenvolvido na década de 80, incorporando tecnologias então inovadoras: trólebus de última geração desenvolvidos especificamente para o empreendimento, estações de parada e terminais com novos conceitos arquitetônicos, bilhetagem magnética, etc.

Todo o trecho previa a utilização de trólebus, mas devido a descontinuidades politicas os elétricos só chegaram até o terminal Piraporinha.

Atualmente operam no corredor cerca de 230 ônibus distribuídos em 13 linhas que atendem, em média, 5 milhões de passageiros por mês. Dessa frota, 80 veículos são trólebus modernos com dispositivos para a acessibilidade: 23 são de piso baixo (low floor, 3 com piso dianteiro rebaixado (low entry), 46 Padron e 11 articulados. 

Fotos gentilmente cedidas por Rafael Asquini

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ônibus elétrico é um caminho sem volta em Belo Horizonte

26/01/2016 - O Tempo


O ônibus para no sinal ao lado de um motociclista, que se assusta com o veículo que chega silencioso. Curioso, o homem lê a lateral do coletivo e pergunta ao motorista: “É tudo elétrico mesmo? Não polui nada? Deve ser caro, né?”. O condutor, que consegue conversar na mesma altura do motorista pelo piso baixo do novo veículo, responde: “É todo movido a bateria, muito bom”. E enquanto ele arranca suave e em silêncio, o coletivo convencional, à direita, sai “roncando e tremendo”.

Há quase um mês em teste em Belo Horizonte, o ônibus elétrico ainda chama atenção, não apenas pelo pouco barulho, mas também por seu estilo baixo e pelos dizeres na lataria como “zero de poluentes”. Mas é bom a população ir se acostumando, porque a novidade silenciosa e ecologicamente pura veio para ficar. A expectativa é que a capital receba dez ônibus movidos 100% à bateria ainda neste ano. A fabricante chinesa BYD (Build Your Dreams), que ofereceu o carro para avaliação, fará uma proposta para as concessionárias do transporte público, semelhante à que já foi fechada em Campinas (SP).

Antes mesmo de uma oficialização, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) se mostra interessada em implantar na cidade soluções de mobilidade menos impactantes ao ambiente. “Esse é um caminho sem volta. É natural que daqui para frente novas tecnologias não poluentes surjam e, gradativamente, sejam inseridas, sobretudo no transporte público”, manifestou a autarquia, sem se antecipar sobre os resultados dos testes e uma previsão de inserir os elétricos na frota da capital.

O diretor de marketing da BYD, Adalberto Maluf, garante que os empresários do setor de transporte podem economizar na operação dos veículos elétricos ao longo dos anos, pois a maior finalidade – além de não poluir o meio ambiente – é que o investimento não aumente a tarifa. “Começamos oferecendo uma espécie de aluguel operacional de dez ônibus, por cinco anos, sem que a empresa precise aumentar seus custos atuais”, adiantou Maluf.

O período de experiência em Belo Horizonte termina em fevereiro, mas o modelo esteve em outras capitais do país nos últimos anos e, segundo o diretor da BYD, apresentou uma redução média de 75% nos custos operacionais. Como a capital mineira tem muitos morros, ainda não dá para saber de quanto será a economia na comparação dos gastos do diesel e com a energia para recarregar a bateria do veículo.

“Temos muito interesse em Belo Horizonte, que é o terceiro maior mercado de ônibus do país, e já vimos que os empresários e a prefeitura também estão interessados na sustentabilidade do transporte elétrico”, declarou Maluf. Em fevereiro, a BYD vai apresentar aos empresários mineiros e à Prefeitura de Belo Horizonte veículos elétricos articulados. A ideia é trazer para a capital modelos adaptados para o sistema BRT/Move. “Em função dos morros de BH, temos que colocar um motor mais forte. Estamos aguardando o retorno dos testes para iniciar a negociação”, completou o diretor.

Aceitação. Para motoristas e usuários, o novo modelo é bem-vindo. Para aqueles que trabalham em ônibus barulhentos, o veículo à bateria é “um sonho”. “Eu nem preciso gritar para falar com o motorista”, brincou a cobradora Marilúcia Vieira, 57, que atua há 15 anos no transporte.

O condutor José Vitorino Filho, 63, trabalha há 43 anos em coletivos, mas bastou um mês no ônibus elétrico para não querer mais voltar ao convencional. “Ele (o novo veículo) ganha em tudo. E essa questão de poluição é séria”, argumenta. Os veículos à bateria foram apontados na Conferência do Clima (COP 21), em Paris, em dezembro, como uma das principais soluções para uma mobilidade limpa. 

Fabricante

Chinesa. A BYD é a maior fabricante de baterias e a que mais vende carros elétricos no mundo. No ano passado foram 62 mil veículos. Em julho de 2015, a empresa abriu uma fábrica em Campinas (SP).

Veículos podem ser adaptados

Viajar em pé não é algo que o belo-horizontino gosta. Muitos usuários fazem filas nos pontos de ônibus para conseguir uma vaguinha sentados. Como o modelo elétrico que está em teste na capital tem poucos assentos (16 a menos que o convencional), essa foi uma reclamação entre os que se surpreenderam com o novo coletivo da linha 9105 (Nova Vista/Sion).

A fabricante BYD explica que o carro em uso é apenas para teste, mas ele pode ser adaptado à realidade de cada cidade. “A gente monta um ônibus conforme a agência de trânsito sugere: tipo de banco, quantidade de assentos, ar-condicionado, Wi-Fi, carregador USB. Este que está em BH já tem três anos de uso e ainda é silencioso”, explicou Adalberto Maluf, diretor de marketing da BYD.

Ele ressalta que as cadeiras a menos são uma estratégia de deixar espaço livre para viajar mais pessoas em pé, assim como ocorre no modelo do Move e no metrô.

Por Joana Suarez
Informações: O Tempo